Tudo começa com muitos planos, aquela vontade de sair, enxer a cara, ver seus amigos...e tudo o mais.
Então você descobre que não pode ir porque por acaso tem um compromisso de família...se conforma e desmarca com todo mundo, tira a roupa que estava antes e veste uma mais apresentavel e, como diz a minha mãe: "assim... menos nua".
Sai de casa com a espectativa de um urso que vai hibernar o resto do inverno, chega à casa onde vai haver a "festa", senta-se e fica ouvindo toda aquela conversa familiar que sempre se resume a alguma fofoca sobre a vida de alguém que não está presente, sobre como fulana tá gorda e como sicrano tá velho...
Numa hora agradavel no meio disso tudo você pode se juntar com primas que são mais ou menos da sua idade (ou não) e começar a falar da vida de pessoas que são de sua geração...
A noite vai passando assim. Salgadinhos, coca-cola, fofoquinhas...o sono vai batendo, o jantar é servido...As pessoas começam a se entupir de comida pra logo depois começarem a se empanturrar de doces.
Passados uns vinte minutos após o jantar as pessoas começam a discretamente seguir aquele ditado que diz: "comida no fundo, pé no mundo.". Todos vão indo embora após aquela sessão de despedidas que parece que não acaba nunca.
Quando você chega em casa acaba descobrindo que ainda são onze horas da noite e que você estaria apenas começando sua noite se tivesse saído com os seus amigos, como era o plano inicial. Porém, como nem tudo são flores, você tem que ficar em casa, ler alguma coisa, arrumar espaço pra mais alguma comida no seu estomago e, desiludida por estar em casa em plena noite de sábado, você vai dormir com a amargura de qualquer pessoa que tem consciencia de que o dia que vem a seguir é o domingo.
domingo, 17 de junho de 2007
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